Nuvem

Marginais Heróis coloca o cartaz no centro da discussão

A Amparo 60 recebe a partir do dia 5 de fevereiro a exposição “Marginais Heróis”, com obras de Rico Lins (curador do projeto), J. Borges e H.D. Mabuse. A peça gráfica cartaz está no centro dessa exibição que se propõe a instigar o diálogo sobre as possibilidades geradas pela interação de tecnologias e a refletir sobre a heroica resistência dessa peça feita para ser fugaz, mas que resiste seja nas ruas, nas memórias ou nas coleções. Na abertura haverá mesa de debates com os artistas. O projeto conta com recursos do Funcultura, produção executiva de Ticiano Arraes e coordenação de produção de Renata Gamelo.

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A partir da frase “Seja marginal, seja herói”, verdadeiro lema de Helio Oiticica, Rico Lins desenvolveu todo um pensamento sobre peças gráficas, técnicas empregadas, leituras e usos possíveis, com especial atenção ao cartaz. Pesquisador, criador e curador de mostras de cartazes há anos, Rico pretende, em parceria com o grande xilogravador J. Borges e o mestre nas tecnologias da informação, comunicação e da música Mabuse gerar uma mostra coletiva híbrida que marque a estética com que cada um deles trabalha e ao mesmo tempo provoque um diálogo fluente entre as linguagens, técnicas e tecnologias.

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A partir da frase “Seja marginal, seja herói”, verdadeiro lema de Hélio Oiticica, Rico Lins desenvolveu todo um pensamento sobre peças gráficas, técnicas empregadas, leituras e usos possíveis, com especial atenção ao cartaz. Pesquisador, criador e curador de mostras de cartazes há anos, Rico pretende, em parceria com o grande xilogravador J. Borges e o mestre nas tecnologias da informação, comunicação e da música Mabuse gerar uma mostra coletiva híbrida que marque a estética com que cada um deles trabalha e ao mesmo tempo provoque um diálogo fluente entre as linguagens, técnicas e tecnologias.

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O lema de Oiticica motivou o experimento “Seja marginal seja herói”, que consiste em cartazes criados por Rico Lins com impressão em três camadas: a primeira, impressa digitalmente, a segunda em tipografia e a última em serigrafia. Esses cartazes vão integrar a exposição, que também se dá em camadas, com matrizes de J. Borges e uma instalação gerada a partir dos usos do aplicativo desenvolvido por H D Mabuse para a ocasião. O aplicativo é um convite ao usuário de smartphones para a composição digital dos próprios cartazes, que devem enviados via Instagram com a hashtag #marginaisherois para participar.

“Marginais Heróis” prevê, além do encontro criativo dos três artistas envolvidos, a realização de ações formativas: três workshops e um debate. O primeiro workshop aconteceu em dezembro no Memorial J. Borges, em Bezerros. Os próximos dois serão realizados no Recife, um no Edf. Pernambuco, no Espaço Fonte e Gráfica Aplicação, nos dias 31/01 e 01/02, e outro no C.E.S.A.R.- Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, parceiro do projeto. As informações sobre as inscrições serão publicadas na página  facebook.com/MarginaisHerois.

Rico Lins

::Rico Lins::

Formado pela ESDI, Rio, em 1979 e com Master pelo Royal College of Art de Londres, é membro da AGI – Alliance Graphique Internationalle , com longa carreira internacional onde combina atividades profissionais e didáticas. Designer, diretor de arte, ilustrador, educador e curador, atuou nas últimas três décadas entre Paris, Londres, New York, Rio e São Paulo para CBS Records, NY Times, Newsweek, Time, MTV, TV Globo, Grupo Abril, Natura, SESC, Museu da Língua Portuguesa, além de inúmeras editoras. Como educador, ministra oficinas de criação e palestras no Brasil e no Exterior, foi professor da NY School of Visual Arts e coordenou o Master em Graphic Design no Instituto Europeo de Design SP. Publicado internacionalmente nas principais revistas e livros especializados, recebeu entre outros prêmios as medalhas de ouro do NY Art Directors Club e da Society of Publication Designers, o Prêmio Abril e o Design by Designers 2001.

Organizador da exposição “Brasil em Cartaz”, no Ano Brasil-França 2005, montou em 2009 o projeto “Connexions>Conexões”, que reuniu artistas gráficos franceses e brasileiros no SESC SP. A mostra itinerante “Rico Lins: Uma Gráfica de Fronteira” recebeu em 2009 os Prêmios Jabuti e APCA pela Obra Gráfica. Foi conceptor, co-curador e coordenador de workshops da mostra “Sustentabilidade e Eu com Isso?” integrante da Bienal de Design Curitiba 2010 e apresentada na rede de Bibliotecas Parque do Rio de Janeiro durante a Rio+20. Recentemente apresentou uma seleção de sua coleção de cartazes contemporâneos internacionais na exposição “Ponto de Vista” na Caixa Cultural RJ.

Autor do projeto “Marginais Heróis”, inaugurado na Somerset House de Londres e com passagens por Berlin e pelo Centro Metropolitano de Diseño em Buenos Aires.

 

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::H.D. Mabuse::

Artista, pesquisador e consultor em design do C.E.S.A.R, onde desenvolve serviços e produtos com foco nas pessoas. Tem trabalhado desde 1990 com colaboração, comportamentos emergentes, e remix de várias linguagens nas áreas das artes visuais, design e música. Foi um dos fundadores do Re:combo, onde atuou de 2001 até 2008, período no qual teve projetos com o coletivo selecionados para exposições no Instituto Cultural Itaú, MAMAM, Walker Art Center e Centro Cultural Banco do Brasil. É membro do coletivo Autom.ato, onde desenvolve pesquisas na interação artista-público mediado por novas tecnologias.

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::J. Borges::

José Francisco Borges, mais conhecido como J. Borges é um dos mestres do cordel, um dos artistas folclóricos mais celebrados da América Latina e o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. Ele nasceu em 20 de dezembro de 1935 em Bezerros, Pernambuco. Filho de agricultores, ele começou a trabalhar aos dez anos de idade na roça, e negociava nas feiras da região, vendendo colheres de pau que ele mesmo fabricava. Autodidata, o gosto pela poesia fez encontrar nos folhetos de cordel um substituto para os livros escolares. Em 1964 começou a escrever folhetos de cordel; foi quando fez “O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina”, xilogravada por Mestre Dila, que vendeu mais de cinco mil exemplares em dois meses. Animado com o resultado, escreveu o segundo chamado “O Verdadeiro Aviso de Frei Damião Sobre os Castigos que Vêm”, que o conduziu pela primeira vez à xilogravura. Como não tinha dinheiro para pagar um ilustrador, J. Borges resolveu fazer ele mesmo: começou a entalhar na madeira a fachada da igreja de Bezerros, que usou no seu segundo folheto de cordel. Desde então, começou a fazer matrizes por encomenda e também para ilustrar os mais de 200 cordéis que lançou ao longo da vida. Hoje essas xilogravuras são impressas em grande quantidade, em diversos tamanhos, e vendidas a intelectuais, artistas e colecionadores de arte.

A divulgação do seu trabalho como gravurista iniciou-se em 1972, quando os pintores cariocas, Ivan Marquetti e José Maria de Souza, em visita a Bezerros, encomendaram gravuras em tamanhos maiores do que os usados normalmente no cordel. Pelas mãos desses pintores, essas gravuras chegaram ao escritor Ariano Suassuna e, com o seu incentivo, Borges passou a ser conhecido como o “melhor gravador do Nordeste”. Em pouco tempo, os seus trabalhos já participavam de exposições na França, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba, E.U.A, Noruega e México.


::Galeria Amparo 60::

Desde sua fundação, no final da década de 1990, a Galeria Amparo 60 vem realizando um trabalho de consolidação junto ao mercado das artes no cenário recifense e brasileiro. Sob a direção de Lúcia Costa Santos, foi pioneira em abrir espaço para artistas contemporâneos em Pernambuco, acompanhando as mudanças no sistema da arte. A galeria teve um papel fundamental na consolidação da cena local nessa área, apostando durante muitos anos, em artistas que não encontravam eco em outras instituições. Até hoje, a Amparo 60 continua sendo uma referência quando se fala de arte contemporânea em Pernambuco. Por estar fora do eixo Rio – São Paulo, a galeria também desempenha um papel especialmente importante na ampliação da cadeia de circulação. Essa preocupação, pode-se afirmar, foi fundamental para o reconhecimento do Recife como um dos mais profícuos polos de produção artística contemporânea do Brasil. Seu casting é formado por artistas de variadas gerações e com poéticas e linguagens diferentes, tais como Delson Uchôa, Paulo Bruscky, José Rufino, Rodrigo Braga, Cristiano Lenhardt e Lourival Cuquinha. A pluralidade de seu campo de ação se materializa no espaço que a galeria abre tanto para artistas jovens, quanto veteranos. Desde sua criação, já foram produzidas mais de 50 exposições, nesse processo, em muitos momentos, a galeria contou com a participação de críticos e curadores de renome nacional e internacional. A Amparo 60 também se destacou durante a ARCO 2008, quando foi selecionada pelo MinC como uma das 32 galerias brasileiras que iriam representar o país no evento. A galeria tem se mostrado presente, ainda, nas principais feiras nacionais. Além de promover diversas mostras anualmente, realiza ações educativas de formação de público e também a produção de catálogos e material de divulgação difundindo o trabalho além do seu espaço geográfico.

 

::C.E.S.A.R.::

O C.E.S.A.R é um centro privado de inovação que cria produtos, serviços e empresas com Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Desde 1996, a instituição desenvolve soluções em todo o processo de geração de inovação em e com TICs- desde o desenvolvimento da ideia, passando pela concepção e prototipação, até a execução de projetos para empresas dos mais diversos setores, como: telecomunicações, eletroeletrônicos, defesa, automação comercial, financeiro, logística, energia, saúde e agronegócio. O C.E.S.A.R atua também na área educacional, com cursos de extensão, especialização e mestrado profissional em TICs, além de oferecer consultorias tanto para a criação de modelos/metodologias educacionais inovadoras, como para criação de estratégias de negócio conectadas com tecnologia.

Uma lista parcial de clientes do C.E.S.A.R inclui Exército Brasileiro, Agência Nacional das Águas (ANA), CHESF, Banco Central do Brasil, Alcatel, Gemalto, Bematech, Rapidão Cometa, LG, Sonae Sierra Brasil, Whirlpool, Tetrapak, Motorola, Positivo, Samsung, Siemens e Saraiva. Em 2013, o C.E.S.A.R superou a marca de R$ 70 milhões em vendas de projetos de inovação.

Prêmios e reconhecimentos nacionais validam a contribuição do C.E.S.A.R para o desenvolvimento da indústria de inovação no país. Destaque para o Prêmio FINEP de Mais Inovadora Instituição de Pesquisa do Brasil (2004 e 2010), o Prêmio de Modelo de Negócios Mais Inovador do País pela Revista Época Negócios (2009) e o Prêmio Info200 de Melhor Empresa de Serviços de Software (2005). Mais em www.cesar.org.br.

 

::SERVIÇO::

Marginais Heróis

Abertura da Exposição e Debate com Rico Lins, J. Borges e H D Mabuse
5 de fevereiro às 19h
Visitação: 6 de fevereiro a 7 de março de 2015

::Galeria Amparo 60::
Av. Domingos Ferreira, 92 A
Boa Viagem, Recife – PE
Segunda a sexta, das 9 às 13h e das 14h às 19h.
Sábados das 10 às 14h (Com agendamento prévio)
Fone: (81) 3033.6060

::Oficina::
sábado 31/01 e domingo 01/02
Edf. Pernambuco: Espaço Fonte e Gráfica Aplicação
Mais informações: facebook.com/MarginaisHerois