Nuvem

Os Carimbos poéticos e lúdicos de José Cláudio

_DSC1851-2 cred Aurélio Velho

Foto: Aurélio Velho

Para quem conheceu a obra de José Cláudio a partir das suas telas figurativas em paletas quentes e largas pinceladas, a exposição de Carimbos, que está em cartaz no MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães pode parecer sisuda à primeira vista. Felizmente, essa impressão se dissipa diante de poucas obras.

Nas séries escolhidas pela curadora Clarissa Diniz, o artista explora quase exclusivamente o nanquim preto. A simplicidade dos desenhos estampados pelos carimbos é revertida pelas composições poéticas e lúdicas criadas por José Claudio.

Produzidos entre 1968 e 1972, quando o artista era também desenhista da Sudene – Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, os carimbos de borracha eram usados para o preenchimento de áreas diversas nos mapas em que trabalhava.

Terminado o expediente, é possível imaginá-lo esculpindo carimbos interditos nas peças oficiais, investigando o processo de desgaste das borrachas, brincando de criar paisagens e de traçar encontros entre personagens imaginários, como nas obras “Composição com restos de um mesmo carimbo” e “Pic-Nic ou Batalha?”.

No meio de uma das salas da exposição, foi montado um atelier, onde o público pode fazer suas próprias produções de carimbos e combinações. A exposição pode ser visitada até o dia 29 de outubro, de terça a sexta, das 12h às 18h, e sábados e domingos, das 13h às 17h.

Texto: Eva Duarte