Nuvem

Vhils no Recife

Em 2011, quando realizamos a primeira individual de Derlon no Rio de Janeiro no Espaço Cultural Furnas, conhecemos  o produtor Laércio Costa da 78 Rotações, e desde então, travamos contatos e nunca mais paramos.

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Agora em 2014, quando fomos pra Art Rua, ele nos presenteou com um convite: fazermos a produção local da exposição “Incisão”  de Alexandre Farto, conhecido mundialmente como Vhils. E para nós, foi uma bela surpresa e uma responsabilidade, afinal, teríamos que encontrar no Recife o local ideal para deixar o traço, ou melhor, as incisões de um dos artistas urbanos mais requisitados do mundo, com trabalhos na China, Polônia, Los Angeles e em sua terra natal, Portugal.

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Poucos meses depois, iniciamos a correria para conseguir local e apoios para a intervenção, e após várias tentativas, encontramos no prédio São Jorge, o lugar ideal para ele deixar sua marca na cidade.

Aproveitamos para agradecer o apoio da empresa CGTI – Centro de Gestão Tecnologia e Informação, que de cara, aceitou e nos deu o maior apoio para conquistarmos o vizinho do estacionamento e nos deu total liberdade. Valeu Guilherme!!!

Então, desde a segunda feira, estamos focados nesse trabalho que está sendo muito prazeroso e que com certeza ficará na nossa história.

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Crédito: Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press

Agradecendo desde já a parceria com a 78 Rotações e ao nosso grande produtor parceiro, Roberto Sidando que é parte da Nuvem Produções.

Aproveitamos para convidar todos os clientes e amigos para a abertura da exposição “Incisão” de Alexandre Farto – Vihls, que será realizada dia 21 de novembro a partir das 19h e que fica em cartaz até janeiro de 2015 na Caixa Cultural, Marco Zero.

Pra finalizar, hoje, o Diário de Pernambuco destaca a intervenção de Vhils em uma ótima matéria que reproduzimos abaixo:

Artes »
Artista faz rosto gigante de professora em prédio do Recife
Imagem está gravada no prédio São Jorge

A imagem do rosto de uma professora da aldeia Araçaí, em Piraquara, no Paraná, que desenvolve um trabalho de educação com crianças indígenas, está gravada no edífício São Jorge, no bairro de Santo Antônio. Cravado no comércio do Cais de Santa Rita e na frente no Rio Capibaribe, a escultura traz uma parte das comunidades humanas para dentro do universo urbano do Centro do Recife. Como uma forma de dar voz a elas.
É assim que trabalha o artista português Alexandre Farto, conhecido como Vhils. A técnica utilizada por ele nas artes, que buscam o “invisível” em meio ao caos das cidades, também foge aos tradicionalismos. A pespectiva e o sombreamento são trabalhados por meio de escavações milimetricamente calculadas na parede e se misturam à pintura stencil. “Primeiro fazemos a marcação com tinta e depois pintamos a parede. Nas áreas intermediárias fazemos intervenções (como corte ou alto relevo) e a gente joga o negro. Desse jeito vamos criando a escultura”, afirmou.

Farto veio à capital pernambucana para trazer a exposição Incisão. As obras mostram 54 portas de madeira que receberam, a partir de técnicas de desbaste, corte e subtração, elementos indígenas e retratos de crianças guaranis, com quem Farto conviveu por algum tempo. Quatro delas foram produzidas por integrantes da aldeia. A ideia da exposição é projetar uma cidade formada por várias camadas, com leituras e noções diferentes, mas que compõem a construção da identidade do lugar e expressam a relação de mutualidade entre meio, caos urbano, e ser humano.

A mostra Incisão abre na próxima sexta-feira e fica até o dia 25 de janeiro, no Caixa Cultural. A entrada é franca. Os trabalhos de Farto já circularam por Curitiba, Rio de Janeiro e outros países, como Portugal e China. No Recife, a escultura começou na noite da última terça-feira (18) e deve ser concluída nesta quinta-feira (20). A imagem ocupa toda a parte lateral do edíficio São Jorge, localizado na Travessa do Arsenal de Guerra e dá visão privilegiada a quem passa na Avenida Martins de Barros.

O artista começou no mundo artístico em 2000, com o grafite. Quatro anos depois criava obras com as técnicas do stencil. Seus conceitos como  comunidade, identidade, urbanismo, consumismo e globalização, tiveram influência principalmente da área industrial onde cresceu, no distrito de Setúbal, na região de Lisboa, e da revolução democrática portuguesa, nos anos 1970.